EFEITOS DA PRÁTICA MENTAL ÀS TÉCNICAS NEUROCINÉTICAS CLÁSSICAS NA REABILITAÇÃO DE DÉFICITS MOTORES PÓS ACIDENTE VASCULAR ENCEFÁLICO

Claudio Elidio Almeida Portella

Resumo


Introdução: O acidente vascular encefálico pode provocar déficits motores como hemiplegia, principalmente na fase aguda da doença. Durante a plegia (hipotonia profunda) é impossível para o indivíduo realizar o treinamento motor voluntário. A Prática Mental assumiria um papel de fundamental importância na reabilitação neurológica, em tais circunstâncias. Através de extensivas repetições, conseguiria simular mentalmente a representação de uma ação específica reativando a memória de trabalho mesmo na ausência de movimento. Materiais e Métodos: Este estudo experimental pesquisou a influência da Prática Mental associada às técnicas neurocinéticas clássicas em indivíduos com hemiparesia ou hemiplegia após acidente vascular encefálico. Resultados: Os resultados demonstram: uma diferença significativa da variável Medida de Independência Funcional (MIF) entre a primeira avaliação (AV1) e as demais (AV2, AV3 e AV4) do grupo experimental. Também encontramos diferenças significativas entre as MIF do grupo controle comparadas com as do grupo experimental. Discussão: A plasticidade neural parece ser facilitada pela imaginação motora (Prática Mental). Experimentos com ressonância magnética funcional demonstram que não somente as áreas motora suplementar, premotora e cerebelo foram ativadas durante movimentos imaginados de mão e dedos, mas também o córtex motor primário contralateral. Conclusão: É plausível propor que a Prática Mental seria um importante recurso fisioterapêutico facilitador e acelerador da plasticidade neural em situações patológicas que impeçam o treino motor voluntário precoce.

Palavras-chave


Prática Mental; Reabilitação; Paresia; Plegia; AVE

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