EPIDEMIOLOGIA DAS INFECÇÕES PUERPERAIS NUMA MATERNIDADE PÚBLICA DE TERESINA-PIAUÍ

Filipe Augusto de Freitas Soares, Indira Araújo Brito, Talita Carvalho Corrêa, Jéssica Pereira dos Santos, Karla Joelma Bezerra Cunha, Elaine Ferreira do Nascimento

Resumo


Introdução: Os processos infecciosos que ocorrem durante o ciclo gravídico puerperal vem sendo as principais causas de morbimortalidade materna e atualmente representam um dos grandes desafios para a saúde pública mundial, principalmente para os países em desenvolvimento, como o Brasil. Objetivo: descrever o perfil clínico-obstétrico e epidemiológico dos casos de infecção puerperal diagnosticados e tratados em uma maternidade pública municipal de Teresina-Piauí. Metodologia: Trata-se de um estudo de epidemiologia descritiva, de abordagem quantitativa, do tipo série de casos. Teve como cenário de estudo uma maternidade municipal da zona sudeste de Teresina-Piauí, tendo como população de estudo 50 casos de puérperas diagnosticadas com infecção puerperal e que fizeram tratamento clínico na referida maternidade, entre janeiro e agosto de 2013. Resultados: das 50 puérperas atendidas, 33 (66%) tinham entre 20 e 29 anos de idade, sendo a média das idades de 25,54 anos. 33 (66%) estudaram até o ensino médio e 36 (72%) eram casadas ou em união estável. Quanto a paridade, 23 (46%) eram primíparas e a via de parto mais utilizada foi a cesariana 29 (58%). As mastites (44%) e a infecção de ferida operatória de cesárea (26%) foram as infecções mais frequentes nesta maternidade e os antimicrobianos mais empregados na terapêutica foram a clindamicina (24%), gentamicina (25%) e oxacilina (19%). Conclusão: deve-se planejar ações preventivas em saúde, direcionadas às mulheres e aos profissionais de saúde, visando a redução da incidência e prevalência dessas infecções nesta maternidade.

Palavras-chave


Infecção puerperal; Epidemiologia; Saúde Pública

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