FAMÍLIA E USO DE DROGAS NA CONTEMPORANEIDADE: O CUIDADO COMO PRODUTOR DE NOVOS ENCONTROS

Edna Linhares Garcia, Bruna Rocha de Araujo, Emanueli Paludo, ALÍSSIA GRESSLER DORNELLES

Resumo


Este artigo apresenta reflexões a cerca da temática da família e uso de drogas, a partir da análise qualitativa da pesquisa “A realidade do crack em Santa Cruz do Sul”. Trata-se da análise dos sentidos produzidos nos discursos dos 100 familiares de usuários de crack, buscando evidenciar que as experiências familiares apontam para a impossibilidade de individualizar e privatizar a questão do uso de drogas. Compreende-se que família se organiza pelos modos de viver, experienciar e se relacionar, produzidos socialmente, configurando-se inclusive como estrutura que cumpre papel essencial nesta produção. Problematiza-se a idealização de modelos familiares, que produz a compreensão de que o contexto familiar, comunitário, social não estaria “apto” para cuidar do usuário de crack, justificando a internação e isolamento do usuário. Aposta-se no cuidado como produtor e articulador de outros modos de pensar a relação uso de drogas-família na contemporaneidade, bem como, de outras práticas para a atenção integral a saúde.

Palavras-chave


uso de crack; família; pesquisa; cuidado integral;

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