SOFRIMENTO E ADOECIMENTO NO TRABALHO DE AGENTES COMUNITÁRIOS DE SAÚDE: UM ESTUDO EM ESTRATÉGIAS DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Suzane Beatriz Frantz Krug, Amanda Corrêa dos Santos, Bruno Dittberner Dutra, Karin Gabriele Bender, Luciele Sehnem, Luciane Maria Schmidt Alves, Leni Dias Weigelt, Analídia Rodolpho Petry, Ari Nunes Assunção

Resumo


RESUMO: O objetivo do estudo foi investigar dimensões do contexto do trabalho de agentes comunitários de saúde (ACS) e a relação com possíveis repercussões na saúde desse trabalhador. Estudo quantitativo com 150 ACS de Estratégias de Saúde da Família (ESF) de 12 municípios da 13ª Coordenadoria Regional de Saúde/ RS. Foram utilizados como instrumentos de coleta de dados um questionário sociodemográfico e o Inventário de Trabalho e Riscos de Adoecimento (ITRA). A análise foi realizada por meio da obtenção do escore fatorial, com o cálculo da média dos itens nas quatro escalas do ITRA, considerando o ponto médio e o desvio-padrão. Os fatores do contexto de trabalho e o custo humano no trabalho foram avaliados como moderados, críticos. Quanto a situações de prazer no trabalho, verificou-se avaliação mais positiva no fator liberdade de expressão e moderada, crítica para o fator realização profissional. Os fatores esgotamento profissional e falta de reconhecimento, referentes ao sofrimento laboral, receberam avaliação mais moderada, crítica. Os danos físicos ocupacionais foram avaliados como moderados, críticos e os danos sociais e psicológicos mostraram-se mais positivos, suportáveis. O reconhecimento da realidade de trabalho dos ACS pode contribuir para transformar essa situação, revelando fragilidades, ao retirá-las da invisibilidade.

Palavras-chave


Agentes Comunitários de saúde; Saúde do Trabalhador; Estratégia Saúde da Família

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