Bakhtin e Benveniste: convergências e divergências na elaboração de uma reflexão enunciativa

Fábio Aresi

Resumo


Procuro neste estudo estabelecer uma relação de ordem teórica entre dois estudiosos do campo da linguagem, Émile Benveniste e Mikhail Bakhtin, de maneira a evidenciar em que medida eles, cada um a seu modo e em desconhecimento do outro, elaboram sua reflexão acerca da significação linguística. Trata-se, portanto, de mapear convergências e divergências entre os autores na elaboração de suas respectivas perspectivas enunciativas da linguagem, seguindo, para tanto, um percurso de retomada e comparação de conceitos e noções de ambas as teorias. Tomo como hipótese a ideia de que o que nos permite falar de “convergências” é o vínculo comum que ambos os autores mantêm em suas formulações teóricas com Ferdinand de Saussure, ao passo que o que nos permite falar de “divergências” é o lugar epistemológico de cada um: Benveniste, o linguista / Bakhtin, o filósofo.

Palavras-chave


Benveniste; Bakhtin, enunciação.

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