Os negros pelos negros: uma análise da autoavaliatividade

Gabriela Souto Alves, Sara Regina Scotta Cabral

Resumo


Ao participar de uma rede de comunicação, o locutor tem possibilidade de tomar posição e expor opiniões que indicam julgamentos, sentimentos e apreciações sobre determinado assunto e contexto. Ou seja, há sempre uma situação de avaliação. Assim, a análise funcionalista está focada na interação, na língua em uso e nos fatores sociais envolvidos. O objetivo deste artigo, abalizado na metafunção interpessoal da Gramática Sistêmico-Funcional (HALLIDAY, 2004) e na Teoria da Avaliatividade (MARTIN e WHITE, 2005), é identificar, linguisticamente, a avaliação que o negro faz de sua condição na sociedade, enfatizando a origem de tais valores, bem como o propósito da seleção destes. Para tanto, partindo do subsistema Atitude, realizou-se a análise da reportagem “Um histórico da reparação”, publicada em 2009, pela revista Raça Brasil, elencando as expressões avaliativas. As amostras indicaram a predominância do subsistema Julgamento e tal categoria foi relacionada às demais encontradas no texto (Afeto, Apreciação e Gradação), para melhor ilustrar a intencionalidade construída ao serem feitas tais escolhas avaliativas. Os resultados do estudo apontam para a observação de que a reportagem, ao utilizar a avaliatividade, representa práticas histórico-sociais que são marcantes para os membros de um determinado grupo social e, por isso, não esquecidas em sua autoavaliação.

palavras-chave: Linguística Sistêmico-Funcional; avaliatividade; negro; sociedade


Palavras-chave


Linguística Sistêmico-funcional; Teoria da Avaliatividade

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