Influências, prerrogativas e limites das redes de cooperação na produção de inovações

Diego de Queiroz Machado, Mirna Maia de Araújo, Germana Ferreira Rolim

Resumo


No contexto empresarial, devido à noção de rede ser bastante abstrata, são várias as formas e os objetivos pelos quais empresas se reúnem em rede, sendo sua intenção fundamental o somatório de esforços em circunstâncias em que se necessita uma escala maior e maior capacidade inovativa para sua viabilidade competitiva. Nesse sentindo, este estudo propõe-se a analisar a influência das redes de cooperação nos processos de inovação. Para tanto, foram utilizados dados de 2005 da Pesquisa de Inovação Tecnológica (PINTEC) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Utilizando-se de ferramentas de estatística descritiva, em especial, medidas de associação e mediação de intervalos e razões, foi possível identificar a direção e a magnitude de tais relações entre as principais variáveis do processo inovador em um campo empírico de 9.098 empresas da Região Nordeste do Brasil. Os resultados encontrados mostraram a pouca presença das redes de cooperação no desenvolvimento de inovações no campo empírico estudado. No entanto, a sua utilização destaca-se como possível incentivador para o desenvolvimento de produtos com um grau maior de inovação, mesmo que este não seja revertido diretamente em resultados financeiros, mas em incrementos no potencial inovador das empresas em questão.


Palavras-chave


Redes de cooperação; Inovação; PINTEC.

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