LITERATURA COMO CONHECIMENTO ANTECIPATÓRIO: A “ENTIDADE NACIONAL BRASILEIRA”, EM MACUNAÍMA, DE MÁRIO DE ANDRADE

Larissa Moreira Fidalgo

Resumo


Reconhecendo os elementos sociais e ideológicos que atuam em todo processo de construção cultural, o presente trabalho tem como objetivo promover uma visão desconstrutivista da clássica noção de identidade nacional fundada na relação binária colonizador/colonizado. Desse modo, compreendendo a literatura como discurso de um conhecimento antecipatório das questões que envolvem a configuração de nosso ser-no-mundo, direcionaremos nossa atenção para o projeto modernista brasileiro datado no início do século XX. Unindo-se à devoração antropofágica e atuando naquilo que Lucia Helena (1983) cunhou de “parricídio simbólico”, o Modernismo brasileiro, aqui ilustrado pela obra Macunaíma, de Mário de Andrade, (re)definiu nosso imaginário cultural ao mostrar que “o eu é o outro”, como diria Mallarmé.

Palavras-chave


Identidade nacional; Representação Cultural; Modernismo Brasileiro.

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