A EDUCAÇÃO COMO FORMAÇÃO DE UM CAPITAL HUMANO

Tânia Cristina Rosa dos Santos

Resumo


O material escrito é parte de uma pesquisa monográfica que tem por título "Construção de sujeitos críticos no cenário escolar: uma contribuição da Psicologia". Esse primeiro capítulo do trabalho se desenvolve a partir do consenso pré-teórico da escola como espaço para capacitação da mão de obra para ingressar no mercado de trabalho. Pressupomos que esse consenso tenha raízes na "teoria do capital humano". Conceito desenvolvido por Theodore Schultz (1973) enquanto, buscava respostas satisfatórias que explicassem a rápida reconstrução de países afetados pela segunda guerra mundial. Nesse sentido, o autor da teoria aposta no investimento no homem e na pesquisa como responsável pelo aumento dos rendimentos.
A partir dessa pressuposição, o primeiro capítulo se desdobra para compreensão de questões como: a serviço de quem é promovida esta concepção da escola como formadora de um capital humano? Quem, ou o que, alimenta esse imaginário? Qual o impacto desse consenso, já naturalizado, na relação dos sujeitos com o conhecimento?
Entretanto, Apple (1989) acredita que os problemas enfrentados pela Educação, não estão atrelados, meramente, à aspectos econômicos e refere-se a elementos de uma crise estrutural (ou seja, uma crise política e cultural/ideológica). Nessa direção, o trabalho se desdobra a compreender de que maneira uma sociedade dissemina sua cultura dominante e os seus efeitos sobre as consciências e a capacidade crítica dos sujeitos. Não é objetivo aqui, desmerecer a importância do investimento em educação, muito menos negar a possibilidade de mobilidade social através dela. O que queremos nesse capítulo é investigar se essa concepção da educação como responsável por resolver os problemas do indivíduo e da sociedade, oculta interesses ideológicos.

Palavras-chave


Educação, capital humano, industria cultural

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