O DISCURSO SOBRE A DEPRESSÃO NA PÓS-MODERNIDADE

Felipe Barbosa da Silva

Resumo


Neste artigo, a partir de uma revisão bibliográfica abordamos algumas práticas discursivas sobre a depressão enquanto um sintoma social da pós-modernidade. Consideramos que as discussões sobre essa patologia estão inseridas na lógica do capitalismo neoliberal que preconiza a avaliação constante dos sujeitos pela sua capacidade produtiva. Nossos resultados apontam que a lógica diagnóstica vigente segrega o deprimido, e faz com que este ingresse em um outro mercado consumidor, a saber, o de medicamentos, que teriam como objetivo aplacar o mal estar experimentado pelo sujeito. Por sua vez, o modo de funcionamento de si enquanto empresa, característica da sociedade atual, impõe aos sujeitos normativas de gozo que acabam por inflacionar os diagnósticos de depressão. Concluimos que a articulação entre a indústria farmacêutica e a lógica diagnóstica vigente faz com que os afetos dos sujeitos passem por um amplo processo de medicalização, tendo como objetivo reinseri-los na sociedade do consumo.

Palavras-chave


Depressão; Desejo; Discurso capitalista; Pós-modernidade

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